A ainda policial militar (pelo menos até a data desta publicação) Júlia Natália Girão, do estado do Ceará, entrou em contradições grotescas ao prestar depoimento sobre o assassinato do soldado Raphael Sampaio, também da PMCE e companheiro de batalhão de Júlia. Mais que isso: ela e Raphael mantinham um romance extraconjugal, o que se configurou como motivo principal do crime.
De acordo com as investigações, Raphael foi atraído por Júlia e assassinado a tiros por ela e/ou pelo seu marido, Antoneudo Ribeiro Lima Junior. Atingido na cabeça pelos disparos, o corpo do soldado foi levado às margens da BR-116, em Itaitinga, região metropolitana de Fortaleza (CE). O casal incendiou o veículo com a vítima dentro e forjou uma história que foi desmascarada em menos de 24 horas.
Em resumo, Júlia disse que foi sequestrada pelos bandidos que mataram Raphael. Ela disse que foi levada a um matagal, por volta das 2h e3h da madrugada de 11 de agosto/2026, e mantida com as mãos amarradas até o meio-dia, quando foi vista saindo de dentro do mato, “atordoada”.
Quando foi localizada, Natália chegou a perguntar se Raphael estava bem, como forma de demonstrar preocupação com o companheiro de farda.
A farsa
Já nas primeiras horas dos levantamentos, os investigadores descobriram que Júlia e Antoneudo estavam mentindo. O casal foi flagrado por câmeras de segurança em uma oficina, às 7h17, e levando a filha para a escola, às 7h38. Pelo depoimento de Júlia, ela deveria estar “amarrada no mato” nesse horário…
Com provas técnicas e “testemunhais” – as imagens das câmeras, os depoimentos desconexos e outras coletas da investigação –, os investigadores logo elucidaram o caso que, a princípio, circulou nas redes sociais como “ataque do crime organizado a policiais que saíram de plantão”.
Crime cientificamente elucidado.
Obs: temos vídeo sobre o caso no nosso canal do youtube.